5 de jan de 2013

Como Lidar Com a Pessoa Que Tem Síndrome do Pânico

Nunca menospreze o problema
A síndrome do pânico não é frescura, bobagem ou loucura. Nunca diga a uma pessoa que apresenta sintomas de pânico que ela não tem nada demais ou que é fraqueza dela. A síndrome do pânico é um problema real que deve ser levado a sério. É importante saber que a pessoa já sofre o bastante com os sintomas da doença, fazê-la se sentir fraca ou perturbada mentalmente é muito cruel e absolutamente desnecessário. A pessoa não é fraca nem covarde, apenas está doente e precisa de ajuda.

Não exerça nenhum tipo de pressão
Se uma pessoa com esse problema diz que não tem condições de fazer algo é porque realmente não tem. A síndrome do pânico não impede o paciente de perceber suas limitações com relação à doença. Não fique insistindo pra ela sair ou desencanar; acredite, ela quer muito isso, mas não está em condições de enfrentar algumas situações sem ter uma crise ou mal-estar. Tenha muita calma.

Evite formas de incentivo grosseiras ou agressivas
Evite tentar incentivá-la "dando um empurrãozinho" ou um "chacoalhão", esperando que assim ela reaja. A pessoa está certamente muito sensibilizada e esse tipo de incentivo pode soar como uma agressão para ela, pois certamente se sentirá fraca diante dos outros. Gritar ou dizer certas coisas em tom muito entusiástico para provocar uma reação pode atrapalhar mais do que ajudar.

Evite contar histórias trágicas ou de enfermidades para quem tem esse problema
Em geral, durante o período de crises, a pessoa fica muito suscetível a incorporar sintomas às suas crises, tem medo de ter a mesma doença que ouviu falar ou de sofrer um acidente como "aquele que aconteceu com a vizinha..."

Mantenha a calma durante as crises
Embora seja difícil, procure manter a calma se a pessoa tiver uma crise. Se você não se abalar , mostrar que está por perto para ajudá-la e conseguir acalmá-la, dar segurança, dificilmente ela terá outra crise perto de você. Se você se envolver no desespero do paciente, dificilmente poderá ajudá-lo. As crises podem demorar um pouco, mas elas passam.

Evite tratar quem tem o problema como um coitadinho
Qualquer ser humano se sente inferiorizado quando sentem pena dele. Cuide da pessoa com confiança em sua recuperação e não como se ela fosse uma vítima das circunstâncias.

Jamais indique medicamentos por conta própria ou por experiências de terceiros
Deve-se sempre consultar um psiquiatra para saber qual o tratamento mais indicado para cada caso.

Seja paciente com a pessoa e consigo mesmo
É preciso ter muita paciência e não é nada fácil entender o que se passa nessa situação. Por isso, se você se sentir impotente ou incapaz de entender e ajudar, saiba que isso é bastante comum. Você jamais deve se sentir um inútil por não poder resolver o problema. A melhor ajuda que você pode dar é manter a calma e confiar muito na recuperação da pessoa, mostrando sempre que você está ali para apoiá-la. Se for necessário, procure um dos grupos de ajuda que estão na página "onde procurar ajuda". Eles também podem ajudar as famílias dos pacientes e dar maiores informações sobre a doença".

Fonte: Grupo Síndrome do Pânico do Facebook

8 comentários:

  1. É exatamente isso que a gente sente. Se soubessem tratar a pessoa de forma adequada tudo seria bem mais fácil. Por isso a importancia de ter um bom psiquiatra. Nem sempre o profissional tem um bom trato com o paciente.

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  2. Minha namorada sofre a síndrome a pelo menos 03 meses, eu acho. Está sob cuidado da psiquiatra e psicóloga. Nos episódios de crise não sei como ajudá-la, não consigo entender o que está se passando, procuro ficar calmo, mas acabo me anulando e até me distanciando. Ela conta comigo, não sei o que fazer. Gosto dela, em outros tempos nos entendiamos muito bem e gostaria vê-la normal, um dia. Sinto-me depressivo decorrente dessa questão e fico amargando a tristeza deixando muitas coisas sem fazer.Dessa forma sei que não contribuo para sua melhora.

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    1. Entendo sua angustia, mas nem o próprio doente se entende nessas horas. A síndrome do pânico é uma doença complicada. Eu trato ela a mais de 15 anos e hoje eu a compreendo melhor. As pessoas que estão em volta tem que ter muita calma, se não pira junto.

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    2. Grato pelas palavras. Fique com Deus.

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  3. Minha melhor amiga virtual está com a sindrome...como eu poderia ajudá-la?

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    1. Primeiro ela deve consultar um psiquiatra e depois um psicologo e fazer o tratamento proposto e depois que estiver se sentindo mais confiante começar a ler sobre a doença. O segredo é conhecer melhor a doença. Como amiga deve se evitar culpabiliza-la pelo sofrimento ou mesmo pela doença. Sempre se mostrar compreensiva é um bom inicio. Espero ter ajudado!

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  4. Meu marido está com a síndrome do pânico e se trata com psiquiatra, terapia medicamentosa e psicoterapia, desde janeiro/2016; já estamos em setembro e não vejo melhora alguma. Tem ataques frequentes, chora muito, fica isolado no quarto, todo encolhido. Outras vezes é agressivo e muito impaciente. Não sei como lidar com isso. Estou sobrecarregada. Isso tem me atrapalhado bastante, pois não consigo exercer outros papéis, tais como estudar para um concurso público, me dedicar a um mestrado, visitar minha mãe em outro estado - pois já está idosa e doente e por aí vai. Não sei mais o que fazer. Preciso de ajuda.

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    1. Olá, eu sinto muito pelo seu marido não está melhorando, mas se quiser minha ajuda me add no facebook,copie e cole no navegador o seguinte endereço: https://www.facebook.com/sylamin. Ou mande um e-mail para silvanabreu@gmail.com

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